O Carnaval é uma arte, um teatro de fantoches. O Manipulador, o grande artista, aquela a quem se rende reverências e homenagens é o rei da festa, o diabo. A marionete é o folião, que por vontade própria deixa-se manipular. E uma vez que as cortinas do teatrinho carnavalesco se abrem, e o braço do manipulador põe em ação suas maquinações para o seu brinquedinho, jogando-o pra lá e pra cá, colocando na boca as palavras e no coração as intenções... Para o folião é só folia, festa e alegria. Para o diabo é business, é trabalho a ser levado a sério. É um espetáculo de cores, de luz e de som, em que nada pode sair do planejado: o encantamento tem que ser entorpecente, a luz tem que ser cegante e o som ensurdecedor. Os seus produtores e promotores de toda desgraça e miséria estão a postos, a porta larga está aberta e enfeitada.
Mas o final da brincadeira não é o fantoche quem decide. Fantoche não tem poder de decisão!!! Há alguém na escuridão dos panos que o controla: o grande manipulador, cujos intentos e intenções são sempre de fazer o mal, nunca o bem. Seja a longo ou a curto prazo. O diabo não tem pressa.
Aí, se tudo acabar bem, dirão que foi sorte e ano que vem tem mais. Mas, se o fim da brincadeira for trágico, usarão Deus como bode expiatório e a culpa será toda dele. Como sempre. =/ Porque ninguém nunca assume a responsabilidade de se afastar da Luz e se lançar na escuridão.
A folia começou! O rei da festa espera pelas suas honras e reverências. Você está pronto para encontrar-se com ele?!
Meu desejo é de que as infinitas misericórdias do Senhor sejam a causa de o carnaval não consumir-vos, amigos. E aquilo que você vai chamar de sorte no fim das cinzas, é o Senhor te dando uma segunda chance de festejar a bênção da vida no Seu Reino, na Sua Presença, onde a Alegria não é consequência de folia e bebedeira, mas é fruto da Graça de ser filho do Rei de Amor, do Pai das Luzes, do Príncipe da Paz.
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