Pensar como Cristo é ter a atitude relacional que Jesus teve com os seus discípulos. Sua atitude foi lindamente expressa para mim no último outono pela Sleepy Hollow Village, às margens do rio Hudson. A única orientação do nosso guia era: "Por favor, sejam gentis com os cordeiros. Eles não se aproximarão se vocês os amedrontarem."
Quando os olhos de Jesus observavam as ruas e ladeiras, ele sentia compaixão porque as pessoas estavam desorientadas. Ele lamentou por Jerusalém. Suas palavras não vinham carregadas de repreensão e humilhação, castigo e moralismo, acusação e condenação, ridicularização e depreciação, ameaça e chantagem, avaliação e rotulagem. Sua mente era constantemente habitada pelo perdão de Deus. Ele tomou a iniciativa de procurar os pecadores e justificou sua incrível facilidade e familiaridade com eles por meio de parábolas de misericórdia divina.
À mulher flagrada em adultério, nem mesmo perguntou se estava arrependida. Nem exigiu uma firme decisão de se corrigir. Não lhe fez uma preleção sobre as severas consequências de uma futura infidelidade. Ele viu sua dignidade como ser humano prestes a ser destruída pelos presunçosos fariseus. Depois de lembrá-los de sua participação na culpa da mulher, ele olhou para a mulher, a amou, perdoou e advertiu para que não pecasse mais.
# CONVITE À LOUCURA # by Brennan Manning
Acredito que quando exercemos a compaixão divina, semelhantemente a Jesus, o Espírito se encarrega de promover a transformação na vida daquele a quem tudo foi perdoado. Percebendo-se objeto de amor ao invés de ódio, julgamento, acusação, escárnio, o perdoado abre o seu coração para abandonar suas condutas e entregar-se à Vida.
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