Nós, brasileiros, temos um vício, que é muito perigoso, de nos contentar muitas vezes com o possível, em vez de procurarmos o melhor. Por exemplo, você chega ao mecânico: "O meu carro está com um problema, estou ouvindo um barulho". Ele fala: "Vou fazer o possível". Você fica desanimado, mas aceita.
Nessas horas, temos de aprender com os norte-americanos. Não devemos aprender tudo com eles, nem devemos rejeitar tudo o que vem deles. Mas quando se pede algo a um norte-americano, ele diz: I will do my best ou "Vou fazer o meu melhor". Não é uma diferença de idioma, é uma diferença de atitude. Há uma diferença estupenda entre o possível e o melhor. Num mundo competitivo, para caminhar para a excelência é preciso fazer o melhor, em vez de contentar-se com o possível. Fazer o possível é o óbvio. Agora, fazer o melhor é exatamente aquilo que cria a diferença. Se o mecânico responde: "Vou fazer o meu melhor", você já se anima, confia.
Imagine você, submetido a uma cirurgia de extirpação do apêndice, e deitado, olhando para o médico a caminho do centro cirúrgico:
- Doutor, vai dar certo minha cirurgia?
- Vou fazer o possível.
Nessa hora você quase falece. Agora pense em como se sentiria se a resposta fosse ligeiramente diferente:
- Doutor, vai dar tudo certo?
- Vou fazer o meu melhor.
Já imaginou? E essa busca pelo melhor exige humildade e exige que coloquemos em dúvida as práticas que nós já tínhamos.
Porque se as práticas que tínhamos e temos no dia a dia fossem melhores, já estaríamos melhor.
# QUAL É A TUA OBRA? # by Mário Sérgio Cortella
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