O que desconhecemos não invalida aquilo que sabemos. O que sabemos, não perde a eficácia "só" porque não sabemos tudo o que queremos saber. É muito fácil nos perdermos na selva densa formada por nossas dúvidas teológicas, filosóficas e psicológicas. Não bastasse isso, uma selva se entrelaça com a outra.
No entanto, há uma área na qual não temos dúvida, que é o campo da moral. Talvez eu não saiba por que seu marido ficou desempregado, mas eu sei que ele não deve roubar enquanto não consegue arrumar outro emprego. Não podemos mentir para arrumar emprego, não podemos descontar com violência nossa frustração em cima de amigos, esposa, marido e filhos. Não podemos. Há tanto que desconhecemos, especialmente em tempos tão contubardos e de desenvolvimento científico e tecnológico tão acelerado, mas sabemos que precisamos confiar em Deus e andar à luz da nossa consciência:
"Amados, sabendo disso, guardem-se para que não sejam levados pelo erro dos que não tem princípios morais, nem percam sua firmeza e caiam" (2Pe 3.17)
Quando deixamos de proceder corretamente, descontando no mundo a raiva que sentimos desse mundo sem sentido, exibimos nossa insensatez, nossa vaidade, para todos os que nos cercam. A limitação da dúvida nunca justifica a autolimitação moral. A despeito de tudo o que não compreendemos, via de regra sabemos pelo menos como proceder.
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