"Manifestação típica do nosso tempo, contagiosa e difícil de curar porque se alimenta da nossa fragilidade, do quanto somos impressionáveis, e da força do espírito de rebanho que nos condiciona a seguir os outros. Eu tenho de fazer o que se espera de mim. Tenho de ambicionar esses bens, esse status, esse modo de viver - ou serei diferente, e estarei de fora.
[...]Seja o que for, temos de estar entre os melhores, fingindo não ter falhas nem limitações. Ninguém pode se contentar em ser como pode: temos de ser mais do que isso, temos de fazer o impossível, o desnecessário, até o absurdo, o que não nos agrada ou estamos de fora.
A gente tem de rir dos outros, rebaixar ou denegrir nem que seja o mais simples parceiro de trabalho ou o colega de escola com alguma deficiência ou dificuldade maior.
[...]O "ter de" nos faz correr por aí com algemas nos tornozelos, mas TALVEZ A GENTE SÓ QUISESSE SER UM POUCO MAIS TRANQUILO, MAIS ENRAIZADO, MAIS AMADO, COM ALGUM TEMPO PARA CURTIR AS COISAS PEQUENAS E REFLETIR.
Porém temos de estar à frente, ainda que na fila do SUS."
Lya traduz totalmente!
* Texto extraído do livro MÚLTIPLAS ESCOLHAS - Lya Luft
Só há profundidade nessa Lya.
ResponderExcluirRodrigo Teixeira